Computação sem fronteiras

A "nuvem" é um espaço de processamento e armazenamento de dados que não depende de nenhuma máquina específica para existir. Ela vai mudar a economia e o cotidiano – e permitir que qualquer objeto esteja ligado à internet.
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

AMBIENTE ASSÉPTICO


Data center da Tivit, em São Paulo: dentro dele, "máquinas-fantasma" se formam de acordo comas demandas dos clientes

CIENTISTA VIRTUAL

Pela internet, o fotógrafo Fábio Bustamente doa o tempo ocioso de seu computador para processardados de pesquisas de Harvard: "Eu acreditava que ser voluntário era ajudar em creches. Mas issoé diferente. É surreal"

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Aplicações da computação em nuvem

As apliações da computação em nuvem são praticamente ilimitadas. Com o middleware certo, um sistema de computação em nuvem poderia executar todos os programas que um computador normal rodaria. Potencialmente, tudo - do software genérico de processamento de textos aos programas de computador personalizados para um empresa específica - funcionaria em um sistema de computação em nuvem.



Quem é quem na computação em nuvem
Algumas das empresas pesquisando computação em nuvem são grandes nomes na indústria de computadores. Microsoft, IBM e Google estão investindo milhões de dólares em pesquisa. Algumas pessoas acham que a Apple deveria investigar a possibilidade de produzir uma interface de hardware para os sistemas de computação em nuvem.


Por que alguém iria querer recorrer a outro sistema de computador para rodar programas e armazenar dados? Aqui estão algumas razões:
  • Clientes poderiam acessar suas aplicações e dados de qualquer lugar e a qualquer hora. Eles poderiam acessar o sistema usando qualquer computador conectado à internet. Os dados não estariam confinados em um disco rígido no computador do usuário ou mesmo na rede interna da empresa.
  • Ela reduziria os custos com hardware. Sistemas de computação em nuvem reduziriam a necessidade de hardware avançado do lado do cliente. Você não precisaria comprar o computador mais rápido com a maior memória, porque o sistema de nuvem cuidaria dessas necessidades. Em vez disso, você poderia comprar um terminal de computador baratinho. O terminal poderia incluir teclado, mouse e poder de processamento suficiente apenas para conectar seu computador à nuvem. Você também não precisaria de um disco rígido grande, porque você armazenaria toda a sua informaçãp em um computador remoto. Esse tipo de terminal é conhecido como "terminal burro", "thin client" e "zero client".
  • Empresas que dependem de computadores têm que ter certeza de estar com software certo no lugar para atingir seus objetivos. Sistemas de computação em nuvem dão a essas empresas acesso às aplicações para toda a corporação. As companhias não têm de comprar um conjunto de softwares ou licenças de software para cada empregado. Em vez disso, a companhia pagaria uma taxa a uma empresa de computação em nuvem.
  • Servidores e dispositivos de armazenamento digital ocupam espaço. Algumas empresas alugam espaço físico para armazenar servidores e bases de dados porque elas não têm espaço disponível no local. A computação em nuvem dá a essas empresas a opção de armazenar dados no hardware de terceiros, removendo a necessidade de espaço físico no back end.
  • Empresas podem economizar dinheiro com suporte técnico. O hardware otimizado poderia, em teoria, ter menos problemas que uma rede de máquinas e sistemas operacionais heterogêneos.
  • Se o back end do sistema de computação em nuvem for um sistema de computação em grade, então o cliente poderia tirar vantagem do poder de processamento de uma rede inteira. Frequentemente, os cientistas e pesquisadores trabalham com cálculos tão complexos que levaria anos para que um computador individual os completasse. Em um sistema em grade, o cliente poderia enviar o cálculo para a nuvem processar. O sistema de nuvem tiraria vantagem do poder de processamento de todos os computadores do back end que estivessem disponíveis, aumentando significativamente a velocidade dos cálculos.


O mesmo de sempre

A computação em nuvem poderia transformar os computadores domésticos em terminais simples. De certa forma, seria dar um passo para trás. Os primeiros computadores incluíam terminais de usuário fixos. Cada terminal tinha um monitor e um teclado, que apenas serviam como uma interface para o computador principal. Não havia como armazenar informação localmente no terminal.

OPORTUNIDADES NA NUVEM


Fabio Seixas, cuja empresa gasta 1 500 reais por mês com serviços da nuvem: "É um décimo do custo que teríamos com uma rede própria de computadores"

SEGURANÇA NA INTERNET

Computação em nuvem traz riscos que não são considerados

A computação em nuvem, ou cloud computing, no termo em inglês, que coloca todos os tipos de software – como editores de imagens, programas de escritório, entre outros – disponíveis na rede mundial, de forma que qualquer atividade pode ser realizada on-line, traz o risco de invasões e ataques de hackers. O alerta foi feito por Jose Nazario, gerente da Arbor Networks. O especialista participou do painel "Segurança da Internet" nesta quinta-feira, 10, no Rio Info 2009. O painel também teve a participação de Cristine Hoepers, analista de segurança da CERT.br, e Alberto Bastos, representante junto a ISO internacional e coordenador no Brasil da Comissão Especial da ABNT. "A computação em nuvem é uma realidade sim e veio para ficar. Ainda não vejo uma preocupação suficiente no que diz respeito às ameaças contra a segurança dos computadores dentro dessa nova tendência", afirmou Nazario. Além do alerta, os palestrantes falaram sobre os ataques mais comuns na rede – como o cavalo-de-Tróia e os botnets –, como ocorre o mercado de fraudes financeiras e sobre os projetos que estão sendo desenvolvidos para a defesa dos computadores. Os motivos das invasões, segundo o gerente da Arbor, são muitos e passam por temas como políticos, religiosos e econômicos. Entretanto, Nazario acredita que a principal motivação é pessoal: o ego dos invasores. "Vemos muito casos de ataques para derrubar os oponentes dos jogos on-line, por exemplo" declara o pesquisador. No que diz respeito às fraudes financeiras, Nazario explicou que existe por trás um verdadeiro mercado para roubo de informações e cartões de crédito. "É uma atividade de equipe. Existe a pessoa que detém as informações das vítimas, outra que compra esses dados, uma terceira para depositarem o dinheiro na conta dela e só depois repassá-lo, entre muitas outras funções. É um verdadeiro processo de montagem", desmascara o especialista. Cristine Hoepers explicou como está a situação brasileira na área da segurança da internet: "O Brasil é um dos países que mais envia spams para o exterior", declarou. Um dos projetos desenvolvidos pelo CERT.br (Centro de Estudos, Respostas e Tratamentos de Incidentes de Segurança no Brasil), o Spampots, simulou em dez máquinas o processo de infecção pelos bostnets. "Mesmo nesse número limitado, tínhamos uma média de 1 milhão de mensagens enviadas por dia", conta. Segundo a analista, os hackers atualmente não têm mais como alvo principal para invasão as grandes corporações e sim o usuário final da rede. "Eles estão atacando justamente aqueles que não têm conhecimento sobre segurança na internet e que acreditam em e-mails com links infectados sob o disfarce de supostas divulgação de fotos, notícias sobre celebridades ou ainda falsas mensagens de instituições bancárias", afirmou Cristine. Outra preocupação é que os códigos maliciosos, segundo Hoepers, estão muito mais específicos e exigem um detalhamento cada vez maior dos antivírus, o que deixa o computador pesado. "O usuário final perde a paciência com a lentidão do PC e acaba cancelando a atualização das vacinas, abrindo uma brecha para os ataques. Precisamos trabalhar na conscientização da população para esses perigos", finalizou.
O FUTURO, AGORA

Nova Songdo, na Coreia do Sul: 25 bilhões de dólares para criar uma cidade onde quase tudo terá um chip embutido

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A internet é onipresente

A internet é onipresente na vida de bilhões de pessoas, mas poucas delas são capazes de dizer o que exatamente a define. A resposta mais rápida – ela é uma rede mundial de computadores – dá conta de apenas uma parte do fenômeno. Fica faltando definir o que é uma rede de computadores. Quando se responde a isso, chega-se perto de entender o que a internet realmente é e por que ela tem potencial para revolucionar a vida contemporânea ainda mais dramaticamente do que fez até agora, menos de duas décadas depois do início de sua popularização. A característica fundamental da rede mundial chamada internet é a maneira pela qual os computadores se interligam e se identificam uns aos outros. Computadores são identificados individualmente por seu número de IP, sigla em inglês para protocolo de internet. O IP, com a ajuda de outros protocolos, revela o endereço de rede do usuário, o tempo que passou conectado, se utilizou recursos como blogs e redes sociais, ou quais sites visitou. Nenhum outro meio anterior à internet exigiu do usuário a entrega de tantas informações para permitir o acesso a uma rede de comunicação. Isso pode ter um lado ruim para a privacidade, mas também abre uma fronteira de integração e de uso racional de recursos sem igual para a humanidade. É isso que, no fundo, define a internet. Essa é sua grande promessa.